Abdicar do senso comum para inovar


Uma empresa com quase cem anos, não atenta às mudanças dos hábitos e costumes do consumidor, terminou por reduzir em quase 8 vezes suas vendas. Novas soluções terminaram por canibalizar seu core business e encontrar uma nova razão de ser era fundamental. Uma discussão real, sobre um caso real, ponto de inflexão que definiria a continuidade ou não do negócio.

Quando eu digito “our mission” no Google, tomo o primeiro resultado e leio atentamente. O texto apresentado é bastante interessante, denso e claro.

Lendo detalhadamente fico impactado com duas constatações:

  • Apago o nome da empresa e escrevo em seu lugar o nome de várias empresas. Volte a ler e vejo que continua fazendo sentido.
  • Muito provavelmente a discordância será nenhuma ou muito pouca. O politico-socialmente correto já atingiu as visões estratégicas.

O ponto crucial que discuto aqui é a pouca ou nenhuma diferenciação entre as missões de muitas e muitas empresas.

E quaisquer que sejam as justificativas para a existência daquela visão estratégica (a missão de uma empresa), existe uma grande possibilidade que seus “produtos” sejam apresentados da mesma forma, com raras oposições. Não importa qual seja seu produto ele será:

  • o “melhor de sua categoria”,
  • produzido “com uma atenção incrível sobre cada detalhe”,
  • de uma “simplicidade de utilização extrema”,
  • “com um posicionamento de preço para que seja o mais vantajoso do mercado”. 

Enfim, sua vantagem competitiva se resume a  Qualidade x Preço.

Parabéns, bem vindo ao lugar comum. Voce acaba de se colocar fora do jogo, do jogo da diferenciação. Voce cumpriu todo o manual do marketing, marcou todas as caixinhas de seu check-list e caiu no lugar comum por conta do “efeito manada”. Assumir uma mesma missão de uma empresa de reconhecido sucesso não te faz igual ao melhor, te faz ser apenas mais um.

A definição da visão estratégica é sobretudo um exercício que permite encontrar os drivers que te farão sobreviver em um ambiente competitivo, de diferenciação, de como você quer ser reconhecido em mercados onde não há mais espaço para ser apenas mais um.

Por mais evidente que seja, preciso dizer: para inovar é preciso abdicar de algumas coisas (do senso comum, p. ex.) e assumir riscos. E quanto maior o risco que você assumir mais “distante da média do mercado” você estará, menos pessoas vão compreender de pronto o que se quer fazer. 

Agora, você já pode matar seu projeto falando algumas banalidades ou se posicionar claramente e tentar recrutar o mais rápido possível outros que vão te ajudar a impactar toda uma organização. Aceite que muitos tentarão desqualificar seu projeto somente porque ele está em oposição a tudo o que fez aquele barco, que está prestes a naufragar, navegar por muitos anos.

Isto pode exigir de todos coragem para virar as costas ao passado para recomeçar. Recomeçar com profundas conexões com as oportunidades que o mercado apresenta, mas desta vez escrevendo o que pensa e pensando sobre o que se escreve.

SUGESTÃO DE LEITURA: Planos de Negócio , Afinal, o que é essencial à estratégia de marketing?

Valmir Mondejar   mais sobre…. 

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Um comentário sobre “Abdicar do senso comum para inovar

  1. Eis a palavra de ordem – inovar. Sair da zona de conforto, prescinde, sem dúvida, conhecer o mercado e se preparar para remar numa maré onde a maioria estará com remos contrários aos seus. Fortaleça os braços e a mente porque a peleja é dura. Ahh e conte com o auxilio do Mondejar e da ERC, talvez a viagem fique mais agradável.

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