COM OU SEM ROBOS: COMO REPARTIR AS HORAS DE TRABALHO?


Discutir se vamos ou não ter robôs, IA  e etc não faz mais sentido. Basta olhar para nosso sistema bancário e muitas atividades industriais. Não falo da indústria 4.0, mas da mudança ocorrida há quase 40 anos e seus impactos no mercado de trabalho.

Às vezes me parece que estamos discutindo o mundo partindo do zero!

Sim, vamos ter robôs ou qualquer outra coisa que venha ser criada ou rebatizada. O mercado decidirá onde e o que farão.

Para mim a questão é: como repartir as horas de trabalho remanescentes? E esta questão é permanente pela entrada/saída de automações e de seres humanos no mercado de trabalho.

Tomo p.ex a Itália: em 1981 40 Mi habs para 70 Bi hs trabalhadas (1750 hs ano de trab/pessoa). Em 1991 foram 1052 e a estimativa para 2030 é para que seja de 562.

Este é o impacto na sociedade italiana com múltiplas origens: a transferência da atividade industrial para outros países, a automação, a falta de capacidade de ter economias e ambiente politico solido e confiável.

A questão que continua atual no Brasil é a mesma desde os anos 80 e não enfrentamos com seriedade:  Vamos todos cuidar de idosos e empacotar compras nos supermercados? Como gerar RENDA ADVINDA DO TRABALHO?

Faz algum sentido ter politicas de educação formal até os niveis mais elevados e não ter um projeto para aproveitar todos estes talentos?

Valmir Mondejar 11/01/2018

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