INOVAÇÃO – Estudo de caso TV CURVA UHD


Existem algumas alternâncias entre a inovação do núcleo do objeto ( o core , a reconsideração) e o contexto (a diversificação). Geralmente começamos a inovar pelo core para em seguida diversificar o contexto, o uso.

Isto significa dizer que sempre que pensamos em inovação, pensamos em reconsiderar os objetos, serviços, processos: as rupturas.

Li algumas matérias sobre novas formas de TV. Muitos jornalistas que atuam na área de tecnologia admitem que provavelmente seja a ideia mais estúpida desde o refrigerador conectado a Internet. Só não é menos estúpida porque é a maior TV já fabricada. Como se estivéssemos indo às ruas clamando por uma TV côncava e gigante para nossos lares de arquitetura plana e cada vez menores.

É um bom exemplo de tecnologia desenvolvida apenas para demonstrar a capacidade de desenvolver objetos fantásticos. Exatamente o que você mais vê nas casas e apartamento são paredes curvas certo? NÃO, claro que não.

Em um show room o vendedor me disse que a curva era para dar uma visão espacial. Confesso que fiquei alguns minutos, parado, olhando firmemente e continuei me sentindo um terráqueo, na Terra. Sai rápido antes que me oferecessem um traje espacial.

Em uma matéria o diretor de um fabricante mundial falava da TV 8K que obsoleta a 4K, que ainda não substituiu LED-3D, LED e 1080p (HD), que ainda sofre para substituir as demais (todas as “não HD”, Plasma até as de tubo) ainda funcionam em milhões de lares.

E disse mais, as próximas TV 8K estariam prontas para os Jogos Olímpicos do Japão, que elas eram fabulosas porque sua resolução será superior à capacidade visual do olho humano.

Quem necessita desta inovação?

Logo, para inovar não basta proporcionar um ambiente criativo, ter as melhores técnicas e usar neologismos . É fundamental que haja um conexão entre as necessidades latentes do mercado e as idéias inovativas.

Valmir Mondejar, 19/12/2017

Anúncios