Vencendo muitas Batalhas, perdendo as Guerras


Faltam-nos ideias. Não, nos faltam boas ideias!

Mas mesmo que as tivéssemos nos faltaria uma Estratégia, porque um mundo só de Táticas é um mundo de algumas batalhas vencidas e muitas guerras perdidas.

E quando dizemos que nos falta uma estratégia é porque nos falta um Projeto. E já faz tempo que não temos um projeto a nos apegar, a dedicar nossos esforços, em algo para acreditar.

Não temos um projeto de País, um projeto politico, social, econômico. Vivemos em plena fluidez conveniente. Não ter projetos claros significa poder abraçar a todos, na medida da necessidade, da conveniência.

Jogaram nossa bússola para o espaço. Um pai tem dificuldade em dizer o certo e o errado a seu filho porque a realidade fará ele mesmo questionar-se constantemente, basta virar a esquina. Um padre, um pastor, um rabino tem dificuldade em dar uma palavra de esperança a seu rebanho porque tudo tem que ser levado para a “outra vida”, uma vez que nesta…. perdemos o timão.

Um Líder tem que fantasiar uma visão de longo prazo. Fantasiar, porque tudo virou exercício de Futurologia, muito apoiado em crenças e não em projetos de extra longo prazo.

Um político não sabe mais o que dizer a seu eleitorado.

Putin – O Despirocado, vive sua dualidade. Não, tri alidade. Ora é feliz por ser Master Primeiro Ministro, ora namora o retorno da falecida União Soviética, ora fantasia ser um Czar.

Trump, amado por #sabeladeusquem, odiado até por seus correligionários não tem um projeto que não seja o seu, um mix de Fênix com Narciso.

Não tem mais Direita, Esquerda, Centro. Talvez o Sol nasça no Oeste, se é que o Oeste ainda está lá.

Não sabemos mais se a noticia é falsa ou verdadeira, se uma Pintura é feia ou bonita, tampouco se uma decisão do STF foi justa ou crivada de interesses escusos.

E a quem atribuir a culpa deste estado de coisas?

Aos intelectuais, aqueles que dedicam 100% de seu tempo vendendo palestras e cultivando sua auto imagem. Que preferem fazer releituras das manchetes a refleti sobre o estado atual das coisas e ajudar a classe política, partidos e a sociedade a se redirecionar.

Aos políticos, que por conveniência pessoal abandonaram os intelectuais dentro de seus partidos e preferiram adotar o yesmoney.

Estamos sem bússola dentro de um barco à deriva, dedo indicador úmido de saliva para tentar perceber de que lado vem a brisa.

Mas já disse Sêneca: nenhum vento é favorável para um marinheiro que não sabe aonde ir.

VALMIR MONDEJAR, 17/11/2017

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